rgspublisher

Click

Em Multiplexes, 04/05/2012 às 15:32

Sou fã de filmes de comédia, por mais idiota que ele seja. Dar chance às gargalhadas é uma forma de experimentar o corpo, de me permitir ser ridículo e compartilhar com os outros o gosto da felicidade. Para uma comédia, prefiro estar acompanhado de R. porque ela sabe rir até do que nem tem graça. Acho suas risadas as mais honestas que conheço, e mesmo que o filme seja ruim vale a pena com ela do lado. Também conheço quem não acha graça em certos comediantes, de Renato Aragão a Steve Carrel. O humor é uma das coisas mais difíceis de se fazer, e há nele uma variação enorme de sarcasmo, tons e escrachos. Quanto ao humor americano, há um jeito muito comercial. Acho o humor britânico mais ácido em sua frieza, o italiano exagerado em seu tom pastelão… mas me rendo aos enlatados dos USA na maioria das vezes. O padrão de comédias americanas no cinema é facilmente reconhecido, especialmente quando certas personalidades marcam presença como Robin Williams, Jim Carrey e Ben Stiller. Adam Slander também merece lugar de destaque, pois muitas das comédias que vi eram suas, ou com roteiro compartilhado, principalmente com Rob Schneider – outra “figura”. E marquei, então, de ver Click com R. No meio da tarde do dia 6 de setembro, véspera de feriado no Brasil, compareci à sala 4 do Multiplex Iguatemi para ver o lançamento aguardado, desde junho, quando assisti ao seu trailer. A sala estava cheia e, apesar da cópia legendada, muitas crianças na plateia. Naquela época eu ainda era estudante e pagava meia-entrada, e o ingresso custou apenas R$5,00. Bons tempos… Não precisa comentar que foram gargalhadas ao extremo com as trapalhadas feitas por Slander na pele de um homem que adquire um controle remoto capaz de interferir na “realidade”: no tempo, no volume da voz das pessoas, enfim, em tudo que possa nos incomodar em algum momento. Claro, eu pararia o tempo de alguns filmes e ficaria preso em suas paisagens e cenas belíssimas. Apesar da diversão, não escolheria este filme.

 O filme

 Em “Click” Adam Slander interpreta Michael Newman, um arquiteto casado com Donna Newman (Kate Beckinsale), com quem tem dois filhos. Ao chegar em casa, após mais um dia de trabalho, tenta ligar a televisão mas aciona o controle errado, o que faz ligar outros aparelhos da casa. Aconselhado a comprar um controle universal igual aos do vizinho – daquele que reúne as funções de todos os aparelhos da casa, aumentando ainda mais a preguiça do homem contemporâneo… – ele descobre Morty (Christopher Walken), um inventor que o apresenta um controle novo que ainda não chegou às lojas, fabricado com altíssima tecnologia. Detalhe, de graça… Michael usa o equipamento, claro, sem bom senso, o que o faz esquecer de problemas, realizar muitas conquistas e viver como em piloto automático, causando danos irreversíveis à sua vida e enfrentando situações de arrependimento, revolta e amargura. Antes que a vida acabe, ele busca ajuda de Morty. Click tem direção de Frank Coraci, com roteiro de Steve Koren e Mark O’Keefe, foi produzido nos Estados Unidos e lançado em 26 de junho de 2006.

Marcas, memórias e ficção

Em Ingressos de brinde, Multiplexes, 07/02/2012 às 14:05

Confesso que esqueci com quem fui assistir ao filme “A casa no lago”. Não lembro se com T. ou com N., mas foi em algum dia como alternativa às aulas. Justamente naquela época em que ir pra universidade não adianta muito, porque não compensa passar horas no trânsito pra ter apenas duas ou três aulas na semana, quando o professor pode aparecer. Atravessar Salvador é uma tarefa árdua. E naquela tarde de 4 de setembro de 2006 eu saí mais cedo do prédio de aulas para utilizar mais um par de ingressos ofertados pela Warner Bros. Na Revista MTV. Levei a acompanhante e conseguimos chegar na sessão das 15h10, o que daria perfeitamente para chegar em casa e ainda dizer que tinha acabado de chegar da aula… independente da desculpa, plausível ou não, fui assistir a mais um filme com Sandra Bullock. Desta vez, um romance com uma boa dose de ficção. Além de Bullcok, Keanu Reeves faz parte do elenco, o que garantiu boa audiência ao filme naquela tarde, mas o fato de ser um romance não pode ser esquecido. Histórias de amor com finais felizes costumam agradar o público feminino, e por isso que aquela sala estava cheia de mulheres. Não ouvi choros, apesar de algumas passagens mais dramáticas na obra, mas alguns comentários eram de que o casal era um pouco triste.

O filme

 A médica Kate Forster (Sandra Bullock) resolve abandonar sua casa, um pequeno paraíso construído à beira de um lago, para trabalhar na cidade grande. Ela resolve deixar uma carta, na caixa de correio, para o próximo habitante do lugar, informando-lhe que algumas marcas que ele encontraria na porta da frente estavam ali quando ela cegou. Mas quando o novo morador, Alex (Keanu Reeves) chega à casa, encontra um imóvel abandonado, e sem as marcas que a carta revela. Ali o pai de Alex construiu na beira do lago a majestosa casa, e ele resolve reformá-la.

Alex ignora a carta até o momento em que vai pintar a casa. Um cachorro pisa na tinta fresca e passa pela entrada da casa deixando as marcas como Kate informou. Então, resolve escrever para ela informando que ninguém habitara a casa antes, e como Kate poderia saber das marcas. Ela pensa que Alex ele está de brincadeira, e o envia outra carta. Ao passo que trocam correspondências, descobrem que estão vivendo com dois anos de diferença. Eles se envolvem em revelações pelas cartas e acabam se apaixonando. Os dois tentam resolver o problema da distância e do tempo que os separa, e marcam um encontro. Alex não aparece e magoa Kate, que pede para ele não enviar mais cartas e assim dois anos se passam.

Kate está agora com Morgan, interpretado por Dylan Walsh. É ele quem lhe apresenta a casa e o cão, que fora de Alex. O casal procura uma empresa para reformar a casa do lago, e lá encontram Henry, irmão de Alex, descobrindo que Alex havia morrido há dois anos. Kate também descobre que o homem que ela tentou salvar em um acidente era, na realidade, Alex. Assim ela segue até a casa do lago e escreve para que ele não apareça no encontro marcado, esperando mais dois anos… Daí eu prefiro nem contar mais ou vou estragar a direção de Alejandro Agresti. O roteiro de The lake house foi escrito por David Auburn, baseado no filme Siworae (Coréia do Sul, 2000), escrito por Eun-Jeong Kim e Ji-na Yeo.

“Super volta”

Em Ingressos de brinde, Multiplexes, 13/01/2012 às 11:07

Tem uma época em que o cinema não apresenta algo de novo e uma onde de filmes padronizados surge como solução para as bilheterias. Para o público, a “mesmice” pode ser um paliativo, mas sempre há a falta de uma coisa nova, inédita. Isso é muito difícil de conseguir quando há pouco para ser acrescentado à gramática cinematográfica. Um salve aos clássicos! Mas confesso que algumas destas mesmices acabam valendo a pena, pelo menos para aquelas histórias em que temos sempre a sede de beber um pouco mais. Filmes de super-heróis, por exemplo, sempre me deixam com vontade de continuações, seja para comparar com os episódios anteriores ou para continuar a acompanhar a saga. Não fui um leitor de gibis assíduo, mas a atmosfera da leitura em série me agradava, e deve ser por isso que gosto dos filmes que saem das revistinhas, pelo menos os de super-heróis, que sempre ganham continuações. É uma forma de manter a rotina, do conforto de ter algum ser com poderes especiais para salvar o planeta, mesmo que ele seja estadunidense. Enfim, a promessa de um novo filme do Superman, em 2006, animou o cinema mundial, e eu entrei na onda porque costumava consumir os produtos da marca (desenho animado, seriado televisivo, jogos e outros). Ainda assinante da Revista MTV, fui contemplado com um par de ingressos pela Warner Bros. E em casa mesmo encontrei companhia para ver o novo sucesso. Com minha prima R. fui ao cinema mais perto (um Multiplex!) e conseguimos uma sessão não muito cheia, mas intensa. Parece que todos compartilhavam a mesma sensação em reencontrar o “Super-Homem”. Superman – O retorno estreou nos Estados Unidos em junho de 2006, mas foi em primeiro de agosto do mesmo ano que pude vê-lo nas telonas. Àquela altura algumas cópias piratas já circulavam pela cidade, mas eu mantive o jeito clássico de ver cinema…

O filme

Superman Returns (Superman – O Retorno) foi dirigido por Bryan Singer, responsável pela adaptação de X-Men (primeira e segunda parte), com roteiro de Michael Dougherty e Dan Harris. Este é o quinto e último filme da série original Superman, desta vez estrelado por Brandon Routh. A obra narra a história do herói que volta ao Planeta Terra depois de cinco anos ausente. Astrônomos descobriram que, supostamente, poderia haver vida nos restos de Krypton, e por isso Superman partira para o espaço. No retorno, sua nave cai no milharal de sua mãe, do mesmo jeito que havia caído quando bebê. Ele volta a assumir a vida como Clark Kent e até ao jornal Planeta Diário, onde fica sabendo que Lois Lane (Kate Bosworth) recebera um Pulitzer por escrever o artigo “Porque o Mundo Não Precisa do Superman”. Ela também se tornara mãe. E Lex Luthor (Kevin Spacey) continua a planejar a morte de muitas pessoas.

Com investimento de quase 300 milhões de dólares, o filme arrecadou um pouco mais que isso, mas teve bom êxito na bilheteria, agradando alguns fãs e com um bom roteiro anunciando uma continuação. Apesar de Singer não agradar muito, Spacey rouba a cena e atrai a atenção do espectador.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.